Mostrando postagens com marcador nostalgia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nostalgia. Mostrar todas as postagens

21 fevereiro 2008

Links Nerds


Dois links nerds óbvios. Tão óbvio que foram tirados do Kibeloco e do Cocadaboa. Cara-de-pau, eu sei, mas achei nerd o suficiente.

O primeiro é um nerd da higiene, vulgo-não-me-toque, que inventou um jeito de controlar um PC sem tocar nas coisas. Reparem a bela declaração:

"Desde que vi Minority Report quis fazer algo parecido. É um sonho
nerd."

Confesso que esse papo de um sonho nerd me comoveu.


O segundo é um blog de nerd (ou geeks no caso) excelente, com um post fenomenal.
Link 1, Link 2


31 janeiro 2008

Fale agora, ou cale-se para sempre

Esse texto está coberto de spoilers. Se você realmente ainda não sabe o que está acontecendo nos quadrinhos do Homem-Aranha nos EUA, fique longe.

Enquanto estava esse blog congelado em carbonite, a internerd ferveu com a publicação da série One More Day, na qual Joe Quesada finalmente conseguiu o que já pretendia há tempos: fazer a maior cagada editorial da história do Aranha.

Em várias entrevistas, o editor já havia deixado claro seu desejo de acabar com casamento de Parker e MJ, alegando que a queda de qualidade das histórias nos últimos anos era culpa do matrimônio. Por um lado ele não deixa de ter razão, já que os roteiristas recentes (principalmente na própria era Quesada) criaram um dia-a-dia insuportavelmente enfadonho para o casal, que não discutia, não saía de casa, não brigava e se amava acima de qualquer coisa.

Mas se olharmos um pouco para trás dá pra ver por que a idéia não faz sentido. Voltemos por exemplo à aclamada fase de David Micheline e Todd McFarlane em Amazing Spider-Man (na minha opinião uma das melhores de todos os tempos), na qual o casório não só não atrapalhava, como era o alicerce do título.

Naquele tempo - em que remorso era a única coisa que Gwen Stacy tinha colocado na cabeça do herói - o relacionamento dos dois tinha uma penca de problemas. Voltado todo o tempo para a ameaça do Venom, Peter ainda tinha que lidar com sua incapacidade de ajudar a esposa, ao passo que Mary Jane, cada vez mais solitária e carente, via sua carreira na tv ir por água abaixo enquanto sofria na mão de produtores canastrões. Os dois também não tinham muito dinheiro, e as tentativas de ambos de crescerem profissionalmente para pagar as contas eram muitas vezes a parte mais interessante das histórias. E, mesmo com todos os revezes, nós sabíamos porque eles continuavam juntos: porque os bons momentos compensavam tudo.

Não era preciso ser gênio para entender por que Micheline trabalhava tão bem o personagem. A maneira com a qual ele conduzia as tramas era simplesmente uma evolução da perfeita fórmula original de Lee e Ditko: um herói cujos maiores problemas apareciam quanto tirava o uniforme. O que ele fez foi apenas incluir MJ nisso. As histórias eram ótimas porque o relacionamento era palpável, real, cotidiano, e era isso mais uma vez o que distinguia o Aranha dos outros heróis: a identificação.

Antes de mais nada, os dois tinham ambições, e se viravam como podiam para chegar a algum lugar melhor. Um sujeito realizado em todos os aspectos pode ser bem feliz, mas sem dúvida acompanhar o dia-a-dia desse cara não deve ser um negócio muito divertido. Pois esse era o Homem-Aranha dos últimos tempos, membro dos Vingadores. A esposa e a tia estavam totalmente protegidas, morando em um palácio, com qualquer (qualquer mesmo!) coisa ao alcance. Todos tinham virado milionários de repente. Então, tudo o que o herói tinha que fazer era sair atrás de bandidos, dar uns sopapos e voltar para casa, com a certeza de que tudo estaria bem. E claro, houve o terrível erro da identidade revelada, tão irremediável que parece ter sido o estopim para que Quesada, como uma criança que percebe tardiamente que seu desenho ficou ruim e rabisca tudo por cima, decidisse apagar tudo por mágica.

Explicando rapidamente, Mefisto, que não se sabe por onde andava, fica nervoso com a beleza da união do casal e decide separá-los a qualquer custo. Com a vida da Tia May nas mãos, ele faz uma proposta a Peter: o preço para a velha viver seria ele abrir mão de MJ para sempre. E assim foi feito. O vilão, que arranjou poderes maiores que o Beyonder, reconfigurou toda a realidade em que vivemos para que os dois não estivessem mais casados. E pronto! Acabou-se o problema. E ainda há uma nova possibilidade: a ruiva surgirá como uma heroína, Jackpot (uma "homenagem" à clássica frase "Face it, Tiger... you just hit the jackpot!", dita por ela quando os dois se conheceram).

Eu fui alfabetizado lendo o Homem-Aranha, e, quando moleque, me acostumei a lê-lo como se realmente aquelas histórias estivesem realmente acontecendo em algum lugar. É claro que de vez em quando uma decisão editorial estapafúrdia me lembrava de o que eu lia com tanta vontade era apenas um meio de um pessoal ganhar dinheiro. E isso nunca foi problema. A diferença dessa vez é que agora está escancarada a falta de capacidade das pessoas que têm o personagem nas mãos. A única maneira que encontraram para justificar os erros que eles mesmo cometeram foi... apagar o que fizeram, sem qualquer preocupação de dar uma justificativa palusível, que levasse os leitores a continuarem "comprando" a história.

É nesse cenário que o roteirista Dan Slott assume Amazing Spider-Man. Slott mostrou na sua recente série da Mulher-Hulk que seria um cara mais do que competente para escrever o Aranha, e provavelmente pode fazer coisas boas com o título.

Mas pra quem estiver lá para ver, porque eu não vou.

12 agosto 2007

G.I. Joe!

Os nerds com mais de vinte-e-cinco anos (meu caso), com certeza irão lembrar de um desenho da década de 80, que passava no show da Xuxa, baseado na melhor linha de brinquedos da história da humanidade (pelo menos enquanto a gente é criança), Os Comandos em Ação. O que eu não lembro muito bem, mas parece que existia, era uma série de Public Service Announcements, com os personagens do cartoon apresentando mensagens educativas para as crianças. Não sei se passava no fim do episódio, ou se esses clips só existiam lá fora.

Mas na verdade estou querendo chegar é aqui: o que acontece quando esses P.S.A.s caem na mão de alguém com muito tempo livre e pouca sanidade mental? O resultado está na compilação de vídeos que vocês veêm mais abaixo. O cara redublou esses anúncios, para fazer paródia, mas usando um tipo de humor absurdamente nonsense (meu tipo de humor predileto). Eu achei a coisa mais engraçada a surgir na internet em muito tempo, ainda sinto dores na barriga causadas pelo excesso de gargalhadas... mas vale lembrar a vocês antes que eu tenho um senso de humor absolutamente bizarro - eu não acho a menor graça no Borat, por exemplo. Vejam por sua própria conta e risco.

"Don't give him the stick! Don't give him the stick!"


08 agosto 2007

Heróis da ciência

Lembrando que o primeiro item do nosso top 10 Nerd Wannabe, fiquei procurando alguma coisa que se encaixasse. Bom, não achei nada que chegasse perto na imensidão da internet (não que acredite que não exista), mas se considerarmos que isso significa, em última instância, que queremos ter superpoderes, não estamos tão distantes assim. Calma, não se animem demais, ninguém vai sair soltando raios pelos olhos ou qualquer coisa desse tipo, mas a ciência avança a passos largos.

Duas coisas realmente me interessaram. A mais recente, é invenção de uns ingleses, trata-se de um dispositivo pequeno, parecido com um pião, que flutua. Isso mesmo, prezados, agora eles finalmente estão prontos para as plataformas voadoras e todas essa coisas que podemos resgatar da cultura sci-fi. De acordo com a matéria de onde fiquei sabendo disso, eles parecem realmente voltados para isso.

A outra coisa, be mais antiga, é ainda mais legal: inventaram uma capa invisível. Bem, na verdade parece mais uma jaqueta com capuz, mas tem uma foto na matéria que, apesar de umas certas falhas, mostra que o negócio é real e a intenção era construir paredes que só fossem visíveis de um lado. E isso foi em 2004 no Japão, imagina como isso não deve ter avançado hoje. Lembrei na mesma hora que quando tinha oito anos, meu sonho era ter uma pra poder entrar no vestiário feminino.

Bom, agora estou quero óculos de visão raio-x e a armadura do homem de ferro.

31 julho 2007

TV Aberta

Após uma longa ausência causada por motivos técnicos (alguém tem uma placa mãe extra para me ceder?), estou de volta com uma pilha de assuntos para tratar. Antes de falar sobre os filmes que estragam os pequenos nerds e fazer uma avaliação dos principais RPGs de super-heróis que estão no mercado, hoje tratarei do que há de melhor na programação da TV para os pobres.

A TV aberta é freqüentemente acusada de ser péssima, de ser responsável por toda a bossalidade do nosso povo. Eu não acho que é por aí. Não tenho TV por assinatura em casa. Só tenho contato com TV à cabo quando estou na casa de minha namorada. E como estou por conta de redigir minha dissertação, passo o dia todo em casa, com a TV ligada. Por isso, com o tempo, eu acabei achando algumas pérolas na TV.

De manhã (todo mundo sabe que o mundo só começa a existir às 10h59, logo "manhã" é de 11h à meio dia e meia), a melhor pedida é deixar no SBT e ver o "Bom dia & Companhia". Sim, aqueles garotos são insuportáveis. Sim, aquelas brincadeiras são imbecis. Sim, aquela roleta é viciada sempre dando Jogo da Vida pra quem quer Playstation, mas ainda assim vale a pena, pois os melhores desenhos animados passam aqui. Destaque para o fantástico Liga da Justiça Sem Limites. De lá, assisto "Um menino muito maluquinho", na TVE, que é um programa inteligente e divertido para quem ainda está meio grogue.

Depois do almoço (ou café da manhã), uma passada pelos programas de esportes: "Globo Esporte" e depois "Jogo Aberto", na Band, que tem a vantagem de só tratar de futebol carioca (ao menos aqui) e ter comentários crássicos de Gerson, o canhotinha de ouro. Depois vá pro SBT e encare uma maratona de seriados sobre famílias negras, que culmina com o divertido "Eu, a patroa e as crianças", que é a tradução de "My wife and kids". Quando acaba já são quatro da tarde, e com sorte você terá algo interessante na globo. Mais ou menos uma vez por mês, será "Curtindo a vida adoidado", "Curso de verão", "Trânsito muito louco" ou algum outro dos filmes eternizados pela Sessão da Tarde.

No final da tarde, a melhor opção é "A escolinha do Golias" no SBT ou os desenhos do Pica Pau na Record. Os dois são ótimos pra nos lembrar de tempos mais fáceis. A grande novidade é a re-estréia da Família Dinossauro, na Band, às 20h15. Depois, eu apelo pra um filme em DVD, que nem sempre é muito melhor do que as novelas. De madrugada, apesar de ser uma merda, volta e meia eu assisto o Jô. Uma boa opção ao gordo são as séries do fim de noite do SBT. E depois, o Intercine proporciona o melhor para os ainda acordado, com filmes recusados até mesmo pelo Supercine.

Desligue um pouco o receptor da Net! Desplugue a Sky! Deixe a Direct TV descansar! Venha pra TV aberta.

E pra dar saudades:



A musiquinha do hippie já diz tudo: "Eu não vou trabalhar! Eu não vou trabalhar!"

23 junho 2007

George Lucas in Love

Trata-se de um clássico da FanFic, mas é sempre bom relembrar, e não podia deixa passar a deixa Star Wars aberta pelo Dario, logo abaixo.

Enjoy!

19 junho 2007

Como aprendi a sentir saudade do medo de conhecer a lixeira

Lá pelo meio dos anos 90, com uns 12 anos, eu comprava o Homem-Aranha na banca em frente à escola e sentia meu rosto ruborizar a ponto de embaçar os óculos. Gostaria de dizer que isso acontecia por causa da ansiedade de ler as histórias, mas não era: eu ficava vermelho de vergonha de ser descoberto.
Na hora do intervalo, enquanto eu pensava em um jeito de ler a revista sem ser notado, o pessoal da minha sala se divertia fazendo uma roda e rindo das crianças que usavam roupas e tênis de marcas desconhecidas. Na época eu não sabia que isso era viadagem, então achava que o errado era eu. Acabava por passar o dia inteiro pensando no maldito gibi, resistindo bravamente em abri-lo, pelo menos até chegar em casa.

Somente durante o campeonato brasileiro as coisas eram fáceis. Como gostar de futebol era permitido, todos tinham o álbum de figurinhas, e eu não era exceção. Mas o meu álbum não era apenas um lugar para colar figurinhas, e sim um escudo perfeito para o que interessava: os quadrinhos. Era atrás daquele livro ilustrado, sob os olhares de reprovação de Toninho Cerezo, que eu conseguia ler o Aranha – mal podendo acreditar que estava fazendo aquilo em público, impunemente e à luz do dia.

Antes que alguém pergunte alguma coisa, deixa eu contar uma história rápida. Um dia, uma criança que eu não conhecia imitou o Lion gritando “Thundercats! Ôôôô!”, e os amigos, diante de tamanha afronta, acabaram por jogá-la no lixo – juro, era uma lixeira grande e azul. Pior do que o fato de na época ainda não existir coleta seletiva era o detalhe de que o sujeito devia ter uns dois anos a menos que eu.

E assim fui crescendo, passando de ano no colégio, e me formei na faculdade. E em algum momento que não consigo determinar, ler os quadrinhos deixou de ser vergonhoso. Virou cool. Na fila para alguns filmes de super-heróis que são tão ruins que nem eu tenho coragem de assistir, estão os mesmos caras que eu sabia que me jogariam no lixo se eu desse a chance.

Na faculdade, vi que meu conhecimento de quadrinhos era respeitado. E quando ainda tentava digerir isso, percebi algo ainda mais horrendo:

Atualmente, tem gente tentando se passar por nerd pra conseguir garotas!

Sem mais palavras.

Ao lado de outros senhores que, tenho certeza, já sentiram medo de ir pro lixo ao menos uma vez, criei esse site para ser, além de um banco de críticas e resenhas do mundo pop, o diário de uma geração perdida. Ou talvez morrer antes dos 10 posts iniciais.